Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: A. glaucus

Nome Científico

Anodorhynchus glaucus
(Vieillot, 1816)

Nome em Inglês

Glaucous Macaw


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo Crítico

Fotos Sons

Arara Azul Pequena

EXTINTA

A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) é uma arara encontrada na baixa bacia dos rios Paraná e Uruguai, na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. É parente da arara-azul-grande e da arara-azul-de-lear. Também é conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste, arara-preta, araraúna e araúna. É considerada extinta por muitos pesquisadores por não ser avistada na natureza há mais de 80 anos, sendo que não existem exemplares em cativeiro.

Seu nome significa: do (grego) anodön = sem dente, desdentado; e rhunkos = bico; e do (latim) glaucus, com origem no (grego) glaukos = azul acinzentado brilhante, azul acinzentado reluzente. ⇒ (Ave) azul acinzentada com bico desdentado.

Características

A Arara Azul Pequena media 70 cm de comprimento. A plumagem tinha uma coloração azul pálida e esverdeada, a cabeça era grande, de plumagem acinzentada, com um bico grande e uma cauda muito longa. A área nua na base da mandíbula possuía formato quase triangular e de tom amarelo-pálido. O anel perioftálmico era amarelo, mais pálido do que na região em torno da mandíbula, e o tarso e metatarso eram cinza escuro.

Alimentação

Alimentava-se de frutos das palmeiras como o butiá e o tucum, ou frutas da estação.

Hábitos

Como não há relatos comprovados, supõe-se que construía ninhos em cavidades dos barrancos de rio, paredões rochosos ou cavidades arbóreas. Era vista aos pares, juntando-se a grupos para se alimentar nas palmeiras, onde os frutos verdes, também lhe proporcionavam uma boa camuflagem.

Habitat

A espécie encontrava-se historicamente distribuída pelo norte da Argentina, sul do Paraguai, nordeste do Uruguai e sul do Brasil, ao sul do estado do Paraná. Ela era endêmica dos cursos médios dos rios Uruguai, Paraná e Paraguai e áreas adjacentes. Os relatos feitos pelos exploradores no século XVIII e XIX indicam que a espécie habitava savanas arborizadas entremeadas com matas e palmares, como as palmeiras de butiá-jataí (Butia yatai), especialmente ao longo de rios com barrancos escarpados.

CAUSAS DA EXTINÇÃO

A espécie nunca foi muito comum na sua área de distribuição e as populações diminuíram consideravelmente durante a metade século XIX devido a caça e o tráfico ilegal, assim como também pela destruição e degradação do habitat. Durante o século XX dois registros são aceitos, uma observação direta no Uruguai em 1951 e relatos locais no estado do Paraná no início da década de 1960. Embora geralmente considerada extinta, rumores persistentes de avistamentos recentes, relatos locais e rumores de aves comercializadas, na Holanda na década de 1970, no Brasil em meados 1970 e na Suécia na década de 1980, indicam que a espécie possa ter sobrevivido. A espécie possui poucos registros de cativeiro, sendo que os últimos exemplares morreram no Zoológico de Londres em 1912, no Jardin d'Acclimatation, em Paris, em 1905 ou 1914, e no Zoológico de Buenos Aires em 1936.

Distribuição Geográfica

EXTINTA (Vivia no sul do Brasil). O ultimo registro teria sido um relato feito na década de 1960. O Ministério do Meio Ambiente considera como extinta desde 2003.

Referências

→ BirdLife International (2012). Anodorhynchus glaucus (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2012.1. Página visitada em 7 de novembro de 2012.

→ VIEILLOT, L.J.P.. Ara. Nouveau dictionnaire d'histoire naturelle, appliquée aux arts, à l'agriculture, à l'économie rurale et domestique, à la médecine, etc. Paris: Deterville, 1816. 259 p. vol. 2.

→ VIEILLOT, L.J.P.. La galerie des Oiseaux. Paris: Constant-Chantpie, 1825. vol. 2.

→ WAGLER, J.G.. Monographia psittacorum. Abhandlungen der Mathematisch-Physikalischen Klasse der Königlich Bayerischen Akademie der Wissenschaften. Munique: Bayerische Akademie der Wissenschaften, 1832. 807 p. vol. 1.

→ BONAPARTE, C.L.. (1856). “Tabellarische Uebersicht der Papagaien”. Naummania (6): 1-8.

→ SOUANCÉ, M.E.; BONAPARTE, C.L.; BLANCHARD, M.E.. Iconographie des perroquets non figurés dans les publications de Levaillant et de M. Bourjot Saint-Hilaire : histoire naturelle des perroquets. Paris: P. Bertrand, 1857.

→ SICK, H.; GONZAGA, L.P.; Teixeira, D.M.. (1987). “A arara-azul-de-lear Anodorhynchus leari Bonaparte, 1856”. Revista Brasileira de Zoologia 3 (7): 441-463.

→ COLLAR, N.J.; GONZAGA, L.P.; KRABBE, N.; MADROÑO NIETO, A.; NARANJO, L.G.; PARKER III, T.A.; WEGE, D.C.. Threatened Birds of the Americas. Cambridge: Smithsonian Institution Press of Washington and London/International Council for Bird Preservation, 1992.

→ MACHADO, A. B. M; DRUMMOND, G. M. & PAGLIA, A. P. (eds) Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. 2008, 1420 p. 1.ed. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente; Belo Horizonte, MG: Fundação Biodiversitas, 2008.

→ CITES (2008). Appendices I, II and III. CITES. Página visitada em 8 de novembro de 2012.

→ Ministérios do Meio Ambiente - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis - Instrução Normativa nº 003 de 27 de maio de 2003 - Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

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